Ah! O castelo...segunda-feira, abril 30, 2007
domingo, abril 29, 2007
Mudar de vida!
O fim-de-semana foi passado em casa! Literalmente em casa! Assim garantimos a recuperação total. A febre só durou até sábado de manhã, mas a tosse que é mais teimosa persiste e como o tempo não está para grandes amizades, mais vale deixar a coisa o melhor possível, para não termos novas visitas febris! Creio que não passou de uma virose destas que se alojam nos miúdos sem qualquer pré-aviso e ficam entre 1 a 3 dias… Esta ficou 2 dias…vá 1 e meio…Mesmo tendo sido uma das ligeirinhas, mais vale abdicarmos de um fim-de-semana cinzento, do que um dos soalheiros que venha a seguir!
Ando sem disposição para nada, não me apetece, não quero, não nada! Andava a precisar de um retiro, não me apetece barulho demais, comida demais, luz demais… Ando impaciente…demais
Dizem-me constantemente que sou uma guerreira e em momentos destes, dou comigo a perguntar onde está a força interior, aquela que me diz que há atitudes a serem tomadas, mas que prefiro que se “formem” por si, porque pensar nelas é doloroso, porque gostava que fosse diferente, mas sei que não é, nem nunca vai ser! Assim tem mesmo que partir de mim, que tão pequenina me sinto e só queria estar sossegadinha no meu cantinho, lá bem encolhida e não ter que fazer escolhas, escolhas destas que me contrariam, porque pura e simplesmente poderiam ser escolhas opostas…
Dedico-me a outras coisas, para tirar aquelas do pensamento… Bom apetite!
quarta-feira, abril 25, 2007
E se...
Será que arranjei uma futura ajudante???
segunda-feira, abril 23, 2007


Afinal esteve bom tempo no fim-de-semana! Tenho que deixar de ligar às previsões, pois tá visto que não dá para fiar...
Acabei por não fazer o que queria, pois davam mau tempo para sábado!Enfim...
No domingo demos um pulito até à praia de manhã e ainda brincámos um bocado. Corremos imenso à beira mar, vim com as calças molhadas até aos joelhos e quase deixei de sentir os pézitos de tão gelada que estava a àgua! Por volta do meio-dia rumámos a casa que a tarde ainda se apresentava longa!
Deste fim-de-semana há também que guardar o facto da I. ter ido pela primeira vez sozinha para a piscina. Como ela diz -"mãe, ficaste sem mim" e acho que foi mesmo isso que se passou, ela sempre a procurar-me com os olhos e eu com o coração nela, afinal a minha filha tá a ficar uma mulherzinha e custa tanto vê-la crescer a uma velocidade alucinante!
Hoje foi o aniversário da mãe! Faltei ao curso e fizemos o jantar cá em casa! Foi divertido, deu para rir um bocado e desanuviar...tirar outras coisas da mente!
Bom, temos feríado a meio da semana e isso é importante não esquecer...yupiiiiiiiiiiiii
Boa semana!
sexta-feira, abril 13, 2007
domingo, abril 08, 2007
Da Páscoa...
Para além dos doces, fica registada a familia reunida à mesa, não só para esta comemoração, mas também para a comemoração dos oitenta e muitos anos do meu avô e ainda mais um resto da comemoração dos meus fresquinhos trinta. Muita comida, convivio e registo este dia, também, como o dia em que ele conheceu a minha familia mais chegada. Algo que eu andava a adiar por, lá está, já saber demais e no entanto aconteceu e logo com a maior parte da familia presente!
Gosto do à vontade dele e da forma como consegue socializar tão fácilmente, da forma como consegue deixar fluir uma conversa com pessoas que nunca viu antes, do sorriso, da boa disposição e da forma como me chamou "refilona"... Apesar do pouco tempo que esteve presente e da série de pontos de interrogação que me passeiam na cabeça, foi agradável.
Há 2 dias atrás almocei em casa dele, com os pais dele e senti-me tão pouco à vontade, tão pequenina e tão fora do meu espaço que começo sériamente a achar que o problema é meu! Que já estou tão habituada à minha toca e a viver tanto para mim e para ela que quando chego ao mundo real não sei lidar com o que me rodeia. Eu sempre fui tão sociável e agora estou assim! Que irritação! Também será por saber demais ou será por não estar tão certa quanto gostaria do que quero para a mim?!?
Da Páscoa, não só de hoje, mas destes últimos dias, ficam essa 6ª feira que almocei em casa dos pais dele e que depois do almoço, apesar de me sentir estranha, porque não páro de pensar em tudo e mais alguma coisa, registo aqueles momentos de brincadeira durante a tarde, fica o dia de hoje em familia. Infelizmente, ficam também, as dúvidas que os meus pensamentos me trazem e tudo o que percebo quando fico demasiado atenta...
Enfim, há sempre um bocadinho bom e um bocadinho menos bom, mas eu não me consigo agarrar a um dos bocadinhos, pois se penso que sim, acho que não!
Boa Páscoa!
Gosto do à vontade dele e da forma como consegue socializar tão fácilmente, da forma como consegue deixar fluir uma conversa com pessoas que nunca viu antes, do sorriso, da boa disposição e da forma como me chamou "refilona"... Apesar do pouco tempo que esteve presente e da série de pontos de interrogação que me passeiam na cabeça, foi agradável.
Há 2 dias atrás almocei em casa dele, com os pais dele e senti-me tão pouco à vontade, tão pequenina e tão fora do meu espaço que começo sériamente a achar que o problema é meu! Que já estou tão habituada à minha toca e a viver tanto para mim e para ela que quando chego ao mundo real não sei lidar com o que me rodeia. Eu sempre fui tão sociável e agora estou assim! Que irritação! Também será por saber demais ou será por não estar tão certa quanto gostaria do que quero para a mim?!?
Da Páscoa, não só de hoje, mas destes últimos dias, ficam essa 6ª feira que almocei em casa dos pais dele e que depois do almoço, apesar de me sentir estranha, porque não páro de pensar em tudo e mais alguma coisa, registo aqueles momentos de brincadeira durante a tarde, fica o dia de hoje em familia. Infelizmente, ficam também, as dúvidas que os meus pensamentos me trazem e tudo o que percebo quando fico demasiado atenta...
Enfim, há sempre um bocadinho bom e um bocadinho menos bom, mas eu não me consigo agarrar a um dos bocadinhos, pois se penso que sim, acho que não!
Boa Páscoa!
quinta-feira, abril 05, 2007
cinco de Abril de dois mil e sete

Entrei nos trinta!Quando me lembro do que achava das pessoas com trinta anos quando era muito miúda, não me sinto com trinta, mas também fico a pensar se os miúdos que olham para mim me estão a ver como eu via os trintões na altura! De qualquer das formas e apesar da cabeça por vezes demasiado esquecida e do corpo bastante cansado, é bom continuar a sentir-me uma miúda, com trinta, mas ainda uma miúda!
Recebi os telefonemas do costume, falharam uns, um outro que surgiu e que eu não estava à espera, mas já no ano passado aconteceu o mesmo!
Com o passar dos anos, dou cada vez menos importância à data. Olho sempre para trás, para ver como era a minha vida no ano anterior pela mesma data e ver o que melhorou!
Do ano passado para este... há novidades na minha vida, sim, melhorou, mas não tanto quanto gostaria...
Conheço uma rapariga que me dizia num outro dia, que o nosso problema é que começamos a saber demais e depois andamos sempre de pé atrás... Fiquei a pensar nisso, a pensar muito nisso e a achar que se calhar ela tem razão! Mas até que ponto é que isso nos é prejudicial? E para os que estão à nossa volta? Se por vezes até estão cheios de boas intenções e nós que sabemos (ou talvez não) demais não damos a oportunidade de a outra pessoa ter a sua boa acção, ou actuação...
Enfim, a minha vida está melhor do que no ano passado por esta altura, só que eu é que já sei demais... Pronto é isso!
sexta-feira, março 23, 2007
domingo, março 18, 2007


Os meus fins-de-semana continuam a ser um misto…
Bom, iniciámo-nos na praia, fizemos uma manhãnzita de praia, porreira. Foi bom, diferente e muito próxima do que gosto.
Fomos os três, estivemos os três e regressámos os três! Eles hoje deram-se bem, não é que se costumem dar mal, mas a distância que os separa é notória e isso deixa-me insatisfeita! Hoje foi diferente, andaram de mão dada, trocaram mais do que meia dúzia de palavras e acabámos todos por partilhar um momento.
Ele perguntou-me se eu sou boa rapariga e nesse momento fiquei parada a pensar, um silêncio curto em que o meu cérebro só me enviava a mensagem a dizer: “- Não, não és boa rapariga!”
Eu respondi-lhe que ás vezes não era, mas não deixei fluir o assunto! Também me voltou a falar em casamento, mas a ideia continua a não fazer parte das minhas prioridades, das minhas escolhas para a vida! Deve ter que haver um click qualquer, um botãozinho onde se toca para se querer casar, não é?
Eu não sei se terei esse botãozinho…
Quando o calor começou a apertar, saímos para almoçar (a fome também já estava a apertar) e comemos um hambúrguer algures.
No regresso a casa dele, enquanto ele conduzia eu olhava-o e reparava como é bonito, ele é tão bonito…
Deixámo-lo em casa e seguimos para a nossa.
De volta a casa, embrulhada em pensamentos e em coisas que deixei para fazer, as horas passaram rápido e num instante estou outra vez às portas de mais um dia de trabalho!
Amanhã é o dia do pai, vai haver qualquer coisa na escolinha da miúda e o pai vai estar presente! Eu tenho pena de não estar, esses são os momentos que valem a pena registar, momentos bonitos e únicos que não se repetem. Vou estar ansiosa de que a aula de amanhã termine para saber como foi e também para ver o presentinho que ela terá feito para o papá, pois tem andado bastante entusiasmada!
Bom, iniciámo-nos na praia, fizemos uma manhãnzita de praia, porreira. Foi bom, diferente e muito próxima do que gosto.
Fomos os três, estivemos os três e regressámos os três! Eles hoje deram-se bem, não é que se costumem dar mal, mas a distância que os separa é notória e isso deixa-me insatisfeita! Hoje foi diferente, andaram de mão dada, trocaram mais do que meia dúzia de palavras e acabámos todos por partilhar um momento.
Ele perguntou-me se eu sou boa rapariga e nesse momento fiquei parada a pensar, um silêncio curto em que o meu cérebro só me enviava a mensagem a dizer: “- Não, não és boa rapariga!”
Eu respondi-lhe que ás vezes não era, mas não deixei fluir o assunto! Também me voltou a falar em casamento, mas a ideia continua a não fazer parte das minhas prioridades, das minhas escolhas para a vida! Deve ter que haver um click qualquer, um botãozinho onde se toca para se querer casar, não é?
Eu não sei se terei esse botãozinho…
Quando o calor começou a apertar, saímos para almoçar (a fome também já estava a apertar) e comemos um hambúrguer algures.
No regresso a casa dele, enquanto ele conduzia eu olhava-o e reparava como é bonito, ele é tão bonito…
Deixámo-lo em casa e seguimos para a nossa.
De volta a casa, embrulhada em pensamentos e em coisas que deixei para fazer, as horas passaram rápido e num instante estou outra vez às portas de mais um dia de trabalho!
Amanhã é o dia do pai, vai haver qualquer coisa na escolinha da miúda e o pai vai estar presente! Eu tenho pena de não estar, esses são os momentos que valem a pena registar, momentos bonitos e únicos que não se repetem. Vou estar ansiosa de que a aula de amanhã termine para saber como foi e também para ver o presentinho que ela terá feito para o papá, pois tem andado bastante entusiasmada!
domingo, março 11, 2007
Desembaraçar nós....

A esta semana posso chamar alucinante! Vim já do último fim-de-semana um pouco atordoada, mas montes de coisas a acontecer, umas logo a a seguir às outras, sem muito espaço para respirar ou me preparar...
De dia o trabalho, à noite o curso e algures pela semana uma situação dificil a surgir sem qualquer pré-aviso e a deixar-me completamente zonza. Tentar ir buscar forças sei lá onde para ajudar a pessoa em questão a ultrapassar, com empenho máximo e sem capacidade de perceber se estava a ir pelo caminho certo.
O problema é que não consigo fazer as coisas sem ser de corpo e alma a 100% e depois quando me envolvo demasiado nas coisas e as vivo intensamente... fico a matutar naquilo e é então que surge o nó no cérebro? Ou no peito? Ou será cérebro + peito?
No fim-de-semana entrei de forma deliciosa. Na sexta o jantar, a tv a conversa, o viver algo que não tenho, não quero, mas tenho pena de não ter e de não poder querer... Complicado, eu sei!
No sábado um baptizado! Ah o Alentejo... Como eu gosto daquelas paisagens, da natureza, do cheiro...ar puro, o pôr do sol e aquela avestruz... Foi a primeira vez que vimos uma avestruz ao vivo e a cores! Era muito engraçada aquela bicharoca e extremamente sociável!
A I. fartou-se de brincar, com amiguinhas que fez entretanto. Pularam, correram, apanharam tantas flores...
Foi um dia muito agradável, mesmo com o meu misto de pensamentos distantes, deu essencialmente para desanuviar e respirar ar puro, ver a pequena numa alegria só e convivio total com uma série de coisas diferentes.
O regresso a casa foi tranquilo, mas ao chegar e sentir a casa tão vazia...fez-me confusão e mais uma vez fez-me pensar no que tenho pena de não ter!
Domingo...ai este domingo...
O tempo continuou fabuloso e apelativo ao fora de casa! Resolvi lançar convite de passeio e retornou um convite para almoçarmos em casa de uma amiga dele que fez anos...Ainda de pijama, a prepara-me para começar o almoço e sem fazer ideia de para onde ía, lá nos fui arranjar para sairmos e estarmos a horas no sitio marcado!
Recebida com o carinho & caixa de chocolates dos últimos tempos e lá subimos ao 3ª andar da casa onde íamos almoçar.
Depáro-me com uma série de caras novas, gentes diferentes da do meu quotidiano, uma conhecida, mas não de eu já ter conhecido, mas porque a vejo na tv e dar por mim a pensar numa boa desculpa para me escapulir dali!
Na minha cabeça só passava a legenda:Tenho que me ir embora, eu não tenho nada a ver com isto!
Mas nenhuma desculpa seria tão boa a ponto de deixar passar despercebida tremenda falta de educação e por lá fui ficando, quase a tentar esconder-me num canto qualquer e sem conseguir tirar a minha legenda da cabeça!
Fiquei até às 17h e depois peguei na miúda, despedimo-nos e saimos educadamente e depois de não sermos as primeiras a fazê-lo!
O meu mundo e o dele são tão diferentes que continuo a não perceber como é que se cruzam! Contudo não consigo sair e quero ver no que isto vai dar...ou não...
De regresso a casa e ao fato de fada do lar, lá fui terminar as tarefas que tinha começado antes da saída para o almoço, com milhares de frases a passarem-me pela cabeça, umas a sobreporem-se às outras e sem me deixarem chegar a um porto seguro.
Agora em que o silêncio é total aqui em casa e que já está tudo organizado para a semana que começa daqui a muito pouco e a tentar fazer um balanço de tudo, apesar de nada conclusivo, mas o fim-de-semana foi bom!
E que a semana oseja também!
quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Este cheirinho das férias é fabuloso! Passam depressa, mas estou a tentar aproveitar bem. Apesar do carro estar na oficina para a revisão e de ter que andar de transportes com mais frequência do que estou habituada, estou mesmo a gostar das férias! Já comecei o meu prmeiro cursinho e estou a delirar, mesmo abdicando de muitas horas da minha pequena, mas é um esforço que se Deus quiser me vai valer!
Tenho tido tempo para pensar na vida e amadurecer pensamentos e algumas decisões. Tenho pensado bastante na amizade e o que ela significa na minha vida, mas isso é um assunto que vai ficar para mais tarde.
Tenho andado cheia de vontade de fazer montes de coisas, de mudar a minha casa outravez, mas ainda mal me mudei e já pensar em "new look" é um bocado percipitado, afinal esta decoração/ disposição tem pouco mais de 1 ano! Eu é que gosto mesmo disto, deveria ter tirado um curso de decoração de interiores, mas enfim...
domingo, fevereiro 25, 2007
No Guincho
Fomos passear ao Guincho! Saímos de casa, porque as nuvens estavam a dar lugar ao azul e o sol espreitava... timido, mas espreitava! Assim que nos metemos na A5... Hummm...pingas no vidro, mas voltar para trás não era opção!
Soube bem, fez bem e claro, já no regresso a casa parou de chover, mas já era hora de almoçar!
Soube bem, fez bem e claro, já no regresso a casa parou de chover, mas já era hora de almoçar!

terça-feira, fevereiro 20, 2007
Do Carnaval...

1 Máquina de roupa lavada;
2 Máquinas de roupa seca;
4 Refeições;
Muita Roupa dobrada e arrumada;
1 filme na Tv;
Muita loiça lavada (Obrigada máquina de lavar loiça por teres pifado e já agora, obrigadinho esquentador por também não me estares a facilitar a vida)
...e arrumada;
Fogão limpo;
Limpeza do aquário (experiência que não quero repetir, a de beber àgua do aquário, sem querer);
Cozinha varrida;
Areia do gato mudada;
Plantas regadas, borrifadas e colocadas no sitio...;
Varanda varrida;
Puffffffffffff
Então e o passeiozinho até ao Guincho com a pequenita????
Nada...
É frustrante, a malta levanta-se com esse intuíto. Assim que mete o narizito fora da janela, fica com a ponta do mesmo congelada! Vamos depois do almoço, deve aquecer um bocadito até lá...
Nada...
Assim que termino de cozinhar e meto, novamente, o narizito fora da janela, não só fica congelado, como ainda fica molhado!
Não há condições... O mais longe que fomos, foi ao caixote, deitar o lixo e continuava um frio do caraças!
Bah, amanhã lá voltamos para a rotina diária!!!
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007

Teria tanto para escrever, tanto para registar, mas não estou a conseguir. Esta semana custou-me imenso a passar e estava a ver que nunca mais terminava. Sinto-me tão exausta... o que durmo nunca é suficiente e apetece-me sempre mais. Não percebo o que me anda a incomodar tanto...
Felizmente a I. está óptima, tão grande! Noto-lhe uma diferença enorme. Parece que deu um pulo e vejo-o como nunca! Cada vez menos tem os deliciosos traços de bébé. Mantém as apetitosas bochechas e está cada vez mais menina, muito femenina e vaidosa. Diz-se uma princesa e sem dúvida que é a do meu castelinho! Vive os seus contos de fadas e conta as suas histórias e por momentos também tenho vontade de lá estar, mas há sempre algo que me faz voltar à realidade e ver que a minha época naquelas histórinhas já passou. Agora tenhos as minhas realidades e limito-me a vê-la viver as histórinhas dela. Delicio-me...
Temos malta nova cá em casa! Um aquário e 6 peixinhos...lindos...Prenda de Natal dele para ela... Bem, na verdade estes são mais prenda de dia de reis, é que os que vieram no Natal, duraram 4 dias... Uma bela noite, enquanto eu fazia o jantar: "Mãe, já di comida aos peixinhos..." Eu não queria acreditar, mas tinha dado mesmo e os desgraçados deviam estar famintos, pois ela deu-lhes quase toda a embalagem de comida... Será escusado dizer que no dia seguinte todos eles tinham ido desta para melhor!!! Tive pena, eram bem giros e originais, mas que fazer? Inocência de criança, por vezes, também dá nestas coisas! Bom, agora temos estes 6 e a comida deles bem longe do alcance de qualquer miúda cheia de vontade de os alimentar! Parece que consegui deitar umas letritas cá para fora... Vou descansar...
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Há coisas fantásticas, não há?!?
Faz 3 anos que por volta das vinte e três horas do dia anterior comecei a sentir dores bem apertadas vindas nem sei bem de onde. Dores que me faziam pensar que estava quase e que só queria que tudo acontecesse depressa, porque as dores tornavam-se insuportáveis com o avançar das horas.
Tinha ido à maternidade nessa tarde e disseram-me que quando sentisse contracções de 10 em 10 minutos para voltar, mas o que estava a sentir naquele momento eram dores terríveis de 3 em 3 minutos, portanto só pensava que teria que ser outra coisa qualquer que antecipava ás ditas contracções. Entre a saída de casa dos meus pais, onde bebemos um chá quente, pois estávamos ambos engripados e a chegada a nossa casa, ainda tivemos direito a uma operação Stop e enquanto o B. convencia o polícia a não lhe passar a multa porque vinha sem cinto devido a um jeito que tinha dado num jogo de futebol imaginário, eu dentro do carro, com cinto a contorcer-me de dores. Já em casa, ele na cama e eu sentada, em pé, deitada no sofá com uma folha de papel, a caneta e o relógio a tomar nota das horas de cada vez que tinha uma dor.
Em menos de nada os minutos diminuíam entre as dores que já eram quase constantes, espaçadas no máximo por dois minutos.
Três da manhã, já estava naquilo há quatro horas, não tinha forma de estar, posição ou pensamento, só queria que passasse porque custava imenso. O B. dormia no quarto e eu continuava pela sala a tentar trepar paredes e móveis e a tentar a tal respiração que tinha aprendido nas aulas de preparação para o parto. Em vão! Fui ao quarto, acordei-o e pedi-lhe para irmos para a MAC. Tentou acalmar-me, sugeriu que me deitasse e tentasse dormir, porque se fossemos para lá mandar-me-iam para casa.
Deitei-me, mas com dores daquelas não conseguia estar deitada, muito menos dormir, mas também não conseguia estar em pé ou sentada, só me apetecia chorar e deixar de sentir.
Passaram mais três horas quando já não suportava mais nada e sem mesmo querer saber fui direita a ele e disse-lhe que queria ir para a maternidade, podia ser que lá me dessem alguma coisa que atenuasse as dores. Inocência!
Perante um pedido/ordem desesperada destas lá nos fomos vestindo e preparando para arrancar. Eu demoradamente, pois mal me conseguia mexer. Mesmo em cima da hora de saída sinto algo a escorrer violentamente e sem perceber o que seria fui mudar-me porque estava suja.
Descer aquele 4º andar sem elevador foi um suplício, entrar no carro idem, idem, aspas, aspas e a viagem, desta vez sem cinto de segurança, sem palavras.
Chegar, entrar a voar maternidade dentro, enquanto ele dizia ao balcão que eu tinha mesmo que entrar pois estava cheia de dores.
Tira roupa, faz toque, que desta vez nem me causou dores, tais eram as outras que tinha e ouvir um “as águas romperam e por isso fica já internada, senão voltaria para casa, pois não tem dilatação nenhuma. Vista a bata e meta todos os seus objectos pessoais no saco e vá entregá-los ao seu marido. Despeça-se!”.
Não sei ao que isto me soou. Lembro-me de ir ter com ele à sala e de lhe entregar as coisas e de lhe dizer que quando saísse dali já seria com a nossa filha, mas as dores eram tantas que eu não conseguia ficar quieta.
Regressada à zona interdita, passámos à parte degradante da raspagem e clisteres. Toca de deitar numa maca, ligar o CTG, pôr o soro e aguardar, porque “isto ainda está muito atrasado, só lá para o meio-dia”.
O meu pensamento foi aterrador! Eram seis e trinta da manhã, até ao meio-dia ainda tinha mais seis horas de dores pela frente.
Já na sala e devidamente equipada, as horas não passavam e eu só me contorcia, sem grande liberdade de movimentos e a ver a mulher que estava na outra maca, tranquilamente a olhar pela janela, sem respiração ofegante ou contorcida com dores. Se ela soubesse o que a invejava…
Sede, muita sede e sem poder beber água, vontade de ir à casa de banho. Chamar a enfermeira, falar-lhe do que sentia, lá se chama o médico, novo toque para ver se era mesmo vontade de ir à casa de banho ou se estava a chegar a hora, mas nada, “continua sem dilatação feita”. Na casa de banho a força não surtiu qualquer efeito, mas a torneira do lavatório chamou-me e não resisti a beber um pouco de água, apesar de ter sido avisada de que não o podia fazer.
Volto para o quarto, nova instalação de equipamento e mais sei lá quanto tempo de dores e de tentativas vãs para controlar a respiração!
Chamo a enfermeira, novamente, já não me sentia, o meu rosto latejava e constatam que tinha febre e que o CTG apresentava taquicardia no meu bebé.
Chama médica para novo toque, mas que ao ver o panorama diz “não há mais toques, já para o bloco operatório”. A alegria que me invadiu é indescritível. A enfermeira em tom penoso disse um “não sei se já percebeu o que vai acontecer, boa sorte”. Sabes lá mulher, é a melhor coisa que ouvi nas últimas horas, pensei eu!
Entre a sala do CTG e o bloco operatório ainda tive tempo de ficar presa no elevador com o maqueiro e uma médica. “Sorte em estar cá a médica!” dizia o maqueiro, mas eu só pensava que não era sorte nenhuma, pois uma cesariana não seria feita num elevador e apesar da minha alegria com as palavras “bloco operatório” as dores não tinham atenuado.
Já no bloco operatório, depois da explicação de como me seria administrada a epidural e de tudo preparado, entra alguém a correr na sala a dizer que tinha que ser geral, pois eu estava com infecção e temperatura. Ok, vamos lá começar tudo outra vez! Deita, coloca ventosas no peito, prepara tudo e uma voz doce de pronúncia, talvez espanhola, diz que vai começar a dar a anestesia e que em breve vou deixar de sentir dores. Mel para os meus ouvidos!
E assim foi, nem me lembro em quantos segundos sai dali e deixei de sentir fosse o que fosse.
Lembro-me de acordar, ouvir uma voz a dizer “venha dar um beijo à sua filha e á sua mulher”, ver uma mancha cor-de-laranja, que hoje sei que era a camisola que ele tinha vestida e depois ver uma manchinha vermelha, que não consegui que fosse mais do que isso, mesmo depois de me dizerem para lhe dar um beijo, pois era a minha filha, mas a visão estava turva demais para conseguir deslindar fosse que linha fosse.
Onze de Dezembro de dois mil e três, meio-dia e dezoito, com três quilos quinhentos e quarenta e cinco e cinquenta e um centímetros, índice de Apgar nove ao primeiro e aos cinco minutos, nasceu a minha filha depois de treze horas de dores intensas, mas para tornar tudo mais bonito.
A partir daqui tudo mudou!
Hoje, três anos depois ela corre pela casa fora, pula, fala pelos cotovelos e traz alegria á vida de todos nós. Felizmente, sempre foi uma criança saudável e que só nos deixa transbordar orgulho!
Parabéns, meu amor, que sejas sempre tão feliz e alegre como tens sido nestes teus primeiros anos de vida, que continues a tornar os meus dias numa alegria. Serás sempre a minha razão de viver, foste o mais importante em momentos muito difíceis da minha vida e foste a razão de continuar para o dia seguinte, a semana seguinte e o mês a seguir.
És a melhor coisa do meu mundo e sem ti a vida da mamã não teria qualquer piada!
Há mesmo coisas fantásticas, não há!
Tinha ido à maternidade nessa tarde e disseram-me que quando sentisse contracções de 10 em 10 minutos para voltar, mas o que estava a sentir naquele momento eram dores terríveis de 3 em 3 minutos, portanto só pensava que teria que ser outra coisa qualquer que antecipava ás ditas contracções. Entre a saída de casa dos meus pais, onde bebemos um chá quente, pois estávamos ambos engripados e a chegada a nossa casa, ainda tivemos direito a uma operação Stop e enquanto o B. convencia o polícia a não lhe passar a multa porque vinha sem cinto devido a um jeito que tinha dado num jogo de futebol imaginário, eu dentro do carro, com cinto a contorcer-me de dores. Já em casa, ele na cama e eu sentada, em pé, deitada no sofá com uma folha de papel, a caneta e o relógio a tomar nota das horas de cada vez que tinha uma dor.
Em menos de nada os minutos diminuíam entre as dores que já eram quase constantes, espaçadas no máximo por dois minutos.
Três da manhã, já estava naquilo há quatro horas, não tinha forma de estar, posição ou pensamento, só queria que passasse porque custava imenso. O B. dormia no quarto e eu continuava pela sala a tentar trepar paredes e móveis e a tentar a tal respiração que tinha aprendido nas aulas de preparação para o parto. Em vão! Fui ao quarto, acordei-o e pedi-lhe para irmos para a MAC. Tentou acalmar-me, sugeriu que me deitasse e tentasse dormir, porque se fossemos para lá mandar-me-iam para casa.
Deitei-me, mas com dores daquelas não conseguia estar deitada, muito menos dormir, mas também não conseguia estar em pé ou sentada, só me apetecia chorar e deixar de sentir.
Passaram mais três horas quando já não suportava mais nada e sem mesmo querer saber fui direita a ele e disse-lhe que queria ir para a maternidade, podia ser que lá me dessem alguma coisa que atenuasse as dores. Inocência!
Perante um pedido/ordem desesperada destas lá nos fomos vestindo e preparando para arrancar. Eu demoradamente, pois mal me conseguia mexer. Mesmo em cima da hora de saída sinto algo a escorrer violentamente e sem perceber o que seria fui mudar-me porque estava suja.
Descer aquele 4º andar sem elevador foi um suplício, entrar no carro idem, idem, aspas, aspas e a viagem, desta vez sem cinto de segurança, sem palavras.
Chegar, entrar a voar maternidade dentro, enquanto ele dizia ao balcão que eu tinha mesmo que entrar pois estava cheia de dores.
Tira roupa, faz toque, que desta vez nem me causou dores, tais eram as outras que tinha e ouvir um “as águas romperam e por isso fica já internada, senão voltaria para casa, pois não tem dilatação nenhuma. Vista a bata e meta todos os seus objectos pessoais no saco e vá entregá-los ao seu marido. Despeça-se!”.
Não sei ao que isto me soou. Lembro-me de ir ter com ele à sala e de lhe entregar as coisas e de lhe dizer que quando saísse dali já seria com a nossa filha, mas as dores eram tantas que eu não conseguia ficar quieta.
Regressada à zona interdita, passámos à parte degradante da raspagem e clisteres. Toca de deitar numa maca, ligar o CTG, pôr o soro e aguardar, porque “isto ainda está muito atrasado, só lá para o meio-dia”.
O meu pensamento foi aterrador! Eram seis e trinta da manhã, até ao meio-dia ainda tinha mais seis horas de dores pela frente.
Já na sala e devidamente equipada, as horas não passavam e eu só me contorcia, sem grande liberdade de movimentos e a ver a mulher que estava na outra maca, tranquilamente a olhar pela janela, sem respiração ofegante ou contorcida com dores. Se ela soubesse o que a invejava…
Sede, muita sede e sem poder beber água, vontade de ir à casa de banho. Chamar a enfermeira, falar-lhe do que sentia, lá se chama o médico, novo toque para ver se era mesmo vontade de ir à casa de banho ou se estava a chegar a hora, mas nada, “continua sem dilatação feita”. Na casa de banho a força não surtiu qualquer efeito, mas a torneira do lavatório chamou-me e não resisti a beber um pouco de água, apesar de ter sido avisada de que não o podia fazer.
Volto para o quarto, nova instalação de equipamento e mais sei lá quanto tempo de dores e de tentativas vãs para controlar a respiração!
Chamo a enfermeira, novamente, já não me sentia, o meu rosto latejava e constatam que tinha febre e que o CTG apresentava taquicardia no meu bebé.
Chama médica para novo toque, mas que ao ver o panorama diz “não há mais toques, já para o bloco operatório”. A alegria que me invadiu é indescritível. A enfermeira em tom penoso disse um “não sei se já percebeu o que vai acontecer, boa sorte”. Sabes lá mulher, é a melhor coisa que ouvi nas últimas horas, pensei eu!
Entre a sala do CTG e o bloco operatório ainda tive tempo de ficar presa no elevador com o maqueiro e uma médica. “Sorte em estar cá a médica!” dizia o maqueiro, mas eu só pensava que não era sorte nenhuma, pois uma cesariana não seria feita num elevador e apesar da minha alegria com as palavras “bloco operatório” as dores não tinham atenuado.
Já no bloco operatório, depois da explicação de como me seria administrada a epidural e de tudo preparado, entra alguém a correr na sala a dizer que tinha que ser geral, pois eu estava com infecção e temperatura. Ok, vamos lá começar tudo outra vez! Deita, coloca ventosas no peito, prepara tudo e uma voz doce de pronúncia, talvez espanhola, diz que vai começar a dar a anestesia e que em breve vou deixar de sentir dores. Mel para os meus ouvidos!
E assim foi, nem me lembro em quantos segundos sai dali e deixei de sentir fosse o que fosse.
Lembro-me de acordar, ouvir uma voz a dizer “venha dar um beijo à sua filha e á sua mulher”, ver uma mancha cor-de-laranja, que hoje sei que era a camisola que ele tinha vestida e depois ver uma manchinha vermelha, que não consegui que fosse mais do que isso, mesmo depois de me dizerem para lhe dar um beijo, pois era a minha filha, mas a visão estava turva demais para conseguir deslindar fosse que linha fosse.
Onze de Dezembro de dois mil e três, meio-dia e dezoito, com três quilos quinhentos e quarenta e cinco e cinquenta e um centímetros, índice de Apgar nove ao primeiro e aos cinco minutos, nasceu a minha filha depois de treze horas de dores intensas, mas para tornar tudo mais bonito.
A partir daqui tudo mudou!
Hoje, três anos depois ela corre pela casa fora, pula, fala pelos cotovelos e traz alegria á vida de todos nós. Felizmente, sempre foi uma criança saudável e que só nos deixa transbordar orgulho!
Parabéns, meu amor, que sejas sempre tão feliz e alegre como tens sido nestes teus primeiros anos de vida, que continues a tornar os meus dias numa alegria. Serás sempre a minha razão de viver, foste o mais importante em momentos muito difíceis da minha vida e foste a razão de continuar para o dia seguinte, a semana seguinte e o mês a seguir.
És a melhor coisa do meu mundo e sem ti a vida da mamã não teria qualquer piada!
Há mesmo coisas fantásticas, não há!
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